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Santa Luzia fortalece protagonismo cultural em ato histórico pelo reconhecimento do forró como Patrimônio da Humanidade

Por SECOM / PMSL   Quinta-Feira, 19 de Março de 2026

O município de Santa Luzia reafirmou sua tradição e protagonismo na cultura nordestina ao participar, nesta quarta-feira (18), da solenidade de formalização do pedido para que o forró seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O evento, realizado no Theatro Santa Roza, em João Pessoa, reuniu artistas, gestores culturais e representantes de diversas regiões.

Reconhecida como “A Cidade Que Ensinou o Brasil a Dançar Forró”, Santa Luzia levou ao evento uma comitiva formada por sanfoneiros, cantores e agentes culturais, reforçando sua importância histórica na consolidação do ritmo. Com uma das festas juninas mais tradicionais da Paraíba — que em 2026 completa 84 anos —, o município demonstrou, mais uma vez, sua força na preservação e difusão do forró.

A participação santaluzienses contou com o apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo. Para a secretária Tereza Alves, a presença da cidade no ato simboliza uma trajetória de luta e valorização da cultura popular. “Santa Luzia tem uma participação muito importante nesse processo. Somos berço da cultura forrozeira e estivemos presentes nas lutas no estado, no Brasil e também fora do país, levando nossa musicalidade”, afirmou.

Ela também destacou o impacto econômico da tradição. “É através do forró que geramos emprego e renda, garantindo a sobrevivência de homens e mulheres que fazem parte dessa grande cadeia cultural”, completou.

Durante o evento, como parte da divulgação do São João de Santa Luzia 2026, a secretária Tereza Alves entregou ao governador João Azevêdo a camisa oficial do evento, reforçando o convite e a importância da festa para o calendário cultural do estado.

A comitiva contou com nomes como Luiz Bento, Geová do Acordeon, Itamar Frifa, Seu Manoel, Joseilton e a jovem cantora Rafaella, de apenas 11 anos, além das artistas Nega Loura e da poetisa Alcione. Também participaram representantes da gestão municipal e do setor cultural, fortalecendo a presença institucional do município no evento.

Durante a programação, os artistas de Santa Luzia subiram ao palco montado em frente ao teatro, ao lado de nomes consagrados como Gitana Pimentel, Maciel Melo, Sandra Belê e Os Três do Nordeste, em uma celebração da autêntica música nordestina que reforçou o valor do forró como patrimônio cultural.

O governador João Azevêdo destacou a importância do momento como marco histórico para a cultura nordestina. “Essa é uma luta que nós começamos há algum tempo, junto ao Consórcio Nordeste, para fazer com que o forró seja reconhecido como patrimônio da humanidade. Hoje estamos formalizando esse pedido, que representa um grande avanço”, declarou.

Ele também ressaltou os investimentos na área cultural. “Quando chegamos ao governo, o investimento era de cerca de R$ 12 milhões por ano. Hoje ultrapassa R$ 100 milhões, mostrando que quando se investe corretamente, o retorno é extraordinário”, acrescentou.

A programação também contou com rodas de conversa promovidas pela Associação Cultural Balaio Nordeste, que discutiram os direitos culturais e a preservação do patrimônio imaterial. Para a produtora cultural Joana Alves, a iniciativa reforça o protagonismo da Paraíba. “É uma grande satisfação ver que esse movimento partiu da Paraíba, com a sensibilidade do governo em preservar as raízes culturais do nosso povo. Agora é ficar na torcida pelo reconhecimento”, afirmou.

Outro momento marcante foi o cortejo sanfonado pelas ruas do Centro Histórico de João Pessoa, que reuniu músicos de várias regiões do Brasil e até de outros países, transformando a cidade em um grande palco a céu aberto.

A noite foi encerrada com a formalização do pedido junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, além da posse de novos servidores da Secretaria de Estado da Cultura e do anúncio da temporada 2026 da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Com presença ativa em todas as etapas da mobilização, Santa Luzia reafirma seu papel como berço do forró e peça-chave na luta pelo reconhecimento internacional desse patrimônio cultural que movimenta a economia, gera emprego e mantém viva a identidade nordestina.

 

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